O Carrossel e O Camaleão

                     2505datebuttonSabe quando a gente entra numa loja de sapatos [alguém ainda chama de sapataria?] e roda roda, experimenta, troca o número, troca a cor, olha no espelho, vê a pilha de caixas aumentando, fica imaginando o que está por trás do sorriso do(a) vendedor(a) [e o calibre de palavrões que passam pela mente dele(a)] enquanto não nos decidimos? E o que acontece? Saimos da loja com aquele mesmo velho par de sapatos confortáveis que nos levaram até lá só para dar uma voltinha de carrossel.

Foi exatamente o que aconteceu com a cara do blog. Fica  a mesma por enquanto. Só troquei o cadarço…

Mas, espera, eu ainda não terminei. É engraçado como certos movimentos tão modestos, desprovidos de maiores expectativas podem nos chamar a atenção e revelar certos comportamentos. As pessoas que se manifestaram sobre a mudança do layout do blog expressaram uma preferência pela cara inicial e eu resolvi, por apreço, mantê-la.  Em geral somos avessos à mudanças. Ouvi dizer que uma pesquisa apontou que a causa número 1 de Stress no mundo é mudança. Mudança de endereço, mudança de marido/esposa, de trabalho, de hábito, de cor da parede, mudança de tudo! Eu não sei quem fez essa pesquisa – muito menos com que objetivo – mas, até que faz sentido. Pessoas não gostam de mudança. Com exceção de uma pessoa. Quem? Eu!

carrossel e camaleaoEu adoro mudar! Mudar de roupa, mudar de endereço, mudar de carro, mudar a cor da parede, mudar a pasta de dente, mudar  de trajeto, mudar de posição, mudar de tudo! Mas, espere, não se apresse em me julgar. Tem um detalhezinho nesse meu gosto por mudanças que pode lhe transformar em um simpatizante por mutações. Me refiro ao Fator Camaleão [1]: Não basta apenas gostar de mudar, a gente muda pra se adaptar também. Confesso que às vezes gosto de mudar só por porralouquice mesmo, mas o que quero mesmo dizer é que sou muito aberto às adaptações. O pobre do Camaleão estava na lista dos ameaçados de extinção. Por quê? O que andaram fazendo com esse bichinho que se adapta na hora de se defender e na hora de conseguir o seu sustento? Sou fã do camaleão e vou defendê-lo. Defendo o direito de se adaptar, de saber a hora de ser mais rápido, de ser mais lento, de falar mais, de falar menos, de ir ou de voltar. Não se pode ficar com o azul quando tudo ao nosso redor está demandando o amarelo. Não podemos nos prender aos laços do passado [quanta gente que conheço nesse estado mórbido], e de igual modo não devemos estacionar no pensamento taquicárdico e frenético acerca do amanhã. Há que se mudar, há que se adaptar. Uma coisa bem legal no simpático camaleão é que no fundo no fundo, ele não muda. Ele se adapta. Ele pode ficar marron da cor de um galho para fugir do predador, mas logo volta a ficar verde da cor da folha para atacar a presa. Ele é muito bacana!

Quanto ao blog e sua roupagem ficam do mesmo jeito. Vou controlar essa minha impulsividade  porque, afinal de contas,  esse negócio de querer mudar a toda hora, me estressa!

[1] Fator Camaleão – Termo que eu inventei. Não significa nada, eu apenas achei chique… rsss

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