Conversando com as Árvores Guardiãs Parte I

–        Sabe aquela doidinha que conversa com vocês?

–        Qual? São muitas!

–        Aquela das coxas grossinhas.

–        Você não está facilitando, rapaz!

–        Uma que fala de um tal de Ivan!

–        Ah, o que escreve em papelão?

–        Esse! Pois, então… eu sou ele.

–        Você sabia do que é feito papelão???

–        Sei. Podemos deixar essa conversa pra outra hora?

–        Sim, mas teremos essa conversa. Juro por todas as minhas folhas…

–        Ok ok… Mas, então, sabe o que é, arvore guardiã…

–        Como sabe que eu sou guardiã?

–        A moça das coxas grossinhas, me disse…

–        Você anda olhando pras coxas dela?

–        Olhei pra tudo nela… Tudo!

–        Isso é deselegante!

–        Mas eu sou louquinho por ela…eu acho que eu a amo… não… eu não acho…eu sei que eu a amo

–        Hummmm…eu gosto desse assunto de amor…

–        Então, sabe, quando ela passa por aqui pensando nos livrinhos dela, ou achando que é maluquinha, ou querendo mudar pro sul da Bahia?

–        Sim, e falando de você também…

–        Ela fala de mim?

–        Oh… tá mexidinha…

–        Como assim?

–        Caidinha, seu idiota!

–        Por mim?

–        Não! Pelo pé de Bracatinga ali atrás! Claro que é por você!

–        Aii…

–        Doeu?

–        É!

–        Por quê?

–        Porque eu sei dar amor, mas sou ruim pra receber… uma merda!

–        Cuide da sua língua, temos árvores novas aqui por perto.

–        Foi mal.

–        Mas, como você quer dar amor se não sabe receber?

–        Eu sei receber, mas eu sei dar mais do que receber…

–        Bla bla bla

–        Eu escrevi isso pra ela, mas ela não entendeu. Quer dizer, ninguém entendeu…

–        Rapaz, você também é maluquinho, sabia?

–        Sei! E como sei.

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23 comentários sobre “Conversando com as Árvores Guardiãs Parte I

  1. Ivan,

    Fiquei tristíssima ao constatar que a ‘das perninhas grossinhas’ não sou eu, porque eu entenderia. Dar é muito mais fácil do que receber amor, porque quando a gente dá alguma coisa, é responsabilidade do outro cuidar daquilo que recebeu e não temos mais nada a ver com isso.
    Agora quando a gente recebe, a gente se ‘torna eternamente responsável’ pelo que recebeu. Ficamos com o pacote na mão, atônitos, com a indagação: e agora, o que faço com isso?

    E não tem como não ver que você estava lindo, porque no se se refere a você, não é uma questão de estar e sim, de ser.

    bjo

    1. Boca,

      Eu nunca vi suas pernocas. As coxas são grossinhas? Não fique triste, um dia eu escrevo um conto falando da menina da boca, pode ser? 🙂
      Essa coisa de dar e receber vai muito além do erotismo, num extremo, e do comportamento cristão, no outro extremo. O fato é que eu estou melhorando bastante. Já fui pior…

      “…não é uma questão de estar e sim, de ser”… você também não está facilitando as coisas pra mim, hein?! Obrigadinho, meu anjo.

      Beijo.

      Ivan.

  2. Ah, que lindo!

    Pode parecer estranho, mas eu tb acho dar amor muito mais fácil do que receber. Também acho receber elogios dificílimo, mas fazer é tão fácil. Bem, eu entendo. 🙂

    Meu bem, você viu o filme dos monstros? Um amigo me falou muito bem dele, deu vontade de ver…

    Beijo beijo.

    P.S.: eu odeio quando saio de casa linda e não encontro com ele, mesmo que rapidinho… Aiai…

    1. Querida Maíra,

      Realmente, isso não é fácil. Todavia, quero deixar claro que não me acho melhor por isso, e nem desejo cultivar essa postura eternamente. A cada dia que passa eu consigo equilibrar essa deficiência em mim.

      O filme dos monstros ainda não chegou por aqui [me parece que são poucas fitas no mercado e ainda está no eixo RIO-SP]. Quando chegar, eu serei um dos primeiros a assistir! Me parece um belo filme.

      Beijão.

      Ivan.

      PS: Não ligue se ele não te viu lindona, quem perdeu foi ele, aquele bobão! Ha!

  3. PS.: eu quero ver esse filme dos Monstros fake. Já viu “O Solista”? Downey Jr. e Jamie Foxx dão show. Ainda mais que é sobre violoncelo… 🙂

    Ah, não acredito que você conversou essas coisas com a árvore guardiã. Árvores guardiãs não perdem tempo fofocando sobre affairs humanos. Não estou fazendo pouco de você…mas negócio de moça de perna grossa, as árvores têm mais o que fazer (ai, essa foi pra lascar :P). Eu sei porque sempre falo com esse tipo de árvore. Elas são seres de nobre estirpe. 🙂

    Just kiddin’…

    beijos

  4. Eu consegui imaginar a menininha. De maria chiquinha e vestidinho curto, correndo travessa entre as árvores.
    E se ela também souber dar mais amor do que receber?
    Talvez ela entenda essa parte, mas deve ser daquelas teimosas e questionadoras…
    Até acho que isso seja assunto para as Árvores Guardiãs sim… afinal, é amor. O problema é que os dois são meio doidinhos, né?
    Adorei a fábula!
    😉

    1. Ô Menina,

      Menininha de maria chiquinha e vestidinho curto, é de outra fábula… rsss

      Poxa, você levantou uma possibilidade interessantíssima… e se? Eu preciso voltar a conversar com as árvores, e depois te conto tá?

      Beijinho.

      Ivan.

  5. Doidera a conversa né..
    Eu não entendi muita coisa não..
    mas sobre a mensagem …
    Engraçado como saímos vestidos esperando que “alguém” nos veja …

    Bjos

    1. Sil, meu bem.

      Olha só, tem que ler com olhos de criança aí você entende… rs Tente reler assim, e me diga o que você captou. 😉

      Beijoquinhas em você.

      Ivan.

  6. Be crazy… a palavra dá certo humor à loucura…

    Eu achei você lindo… você não viu que eu vi?!

    =***

  7. Mas é claro que te vi, seu bobão! Eu estava escondida atrás da árvore (sim, essa árvore). É lá que fico, todos os dias, pra te ver passar.

    Pronto, falei. 😀

    Beijos, querido.

    ℓυηα

    1. Eu sabia que tinha visto alguém espiando atrás da árvore. Nossa, você tem cabelos compridos e olhos enormes! Da próxima vez que eu for lá, eu te chamo pra gente conversar juntos com as árvores!

      😛

      Beijos, minha flor.

      Ivan.

  8. Adoro as árvores guardiãs…elas são boas também pra abraçar..Huummm..não sabe o quanto isso faz bem. Tenho uma preferida…fica lá perto de onde vou acampar um dia…rs

    E lindo você sempre está, mesmo quando não está…rs
    “menino bonito,menino bonito, ai…”

    Beijos!

    1. Sol,

      A “minha” árvore guardiã é cheia de não me toque. Um dia fui abraçar e ela disse pra “desencostar”. Eu acho que ela tem trauma de humanos. Algo relacionado a pessoas que fizeram xixi nela. Uma pena, né?

      Alguém falou em acampar? Eu quero! 🙂

      Aii, eu sou tímido… obrigado.

      Beijinhos.

      Ivan.

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