Conversando Com As Árvores Guardiãs Parte III

–        Árvore guardiã.

–        Pois não, Ivan.

–        Vocês aqui ouvem música?

–        Sim. Música de melhor qualidade. Já ouviu o canto do Canário, do Sabiá, do Trinca-ferro, do Curió?

–        Eu conheço o do Sabiá…e você já ouviu uma música que diz assim?

Tem beijo que parece mordida

Tem mordida que parece carinho

Tem carinho que parece briga

Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem riso que parece choro

Tem choro que é por alegria

Tem dia que parece noite

E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo

Tem o novo que quer ter motivo

Tem aquele que parece feio

Mas o Coração diz que é o mais Bonito

–        Nunca ouvi, mas é bonito feito o canto do Rouxinol. E você é afinadinho.

–        Ahn? Obrigado.

–        …

–        Árvore guardiã.

–        Sim.

–        Tem loucura que parece sanidade?

[…risos]

–        Árvore, porque suas folhas tremularam em risos?

–        Por sua causa, Ivan.

–        Eu falei tolice, né?

–        Não. Você pergunta coisas das quais já sabe a resposta… e isso nos faz rir. Você é tão carente de afirmação.

–        É. Eu faço isso demais. Quer dizer, sou… careço de afirmação.

–        Diga-me, Ivan. Há loucura que pareça sanidade?

(to be continued)

* Música citada: Sonho de uma Flauta – Teatro Mágico

http://oteatromagico.mus.br/

……………………..


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13 comentários sobre “Conversando Com As Árvores Guardiãs Parte III

  1. Ah, essa música…
    Meu bem, quero te pedir um favor: me ensina a chegar em uma árvore guardiã?
    Acho que só assim pra eu entender alguma coisa nessa minha vida… rs

    Beijo Grande

    Algodão às vezes é doce, mas às vezes é doce não…

    1. Ah, essa música, né?! 🙂

      Querida, vou te contar o segredo: a árvore é só uma muleta. Se quiser usar uma, escolha a mais bela que há lá no aterro do Flamengo [ainda meu lugar favorito no Rio], e converse. Agora, se preferir, apenas feche o olho e converse, converse com você mesma, esse é o segredo, esse é o caminho – aprender a ouvir a alma.

      Beijoquinhas.

      Ivan.

  2. A árvore guardiã sabe, o Ivan sabe, e tem mais um pessoal aí, gente boa, de verdade (e sem afetação), que também sabe que tem coisas que são loucura pura, aos olhos dos outros, mas que, na verdade, são mais do que sanidade, simplesmente : são responsáveis pela nossa paz de espírito, pela nossa inspiração pra tudo.

    Exemplos :

    – preocupar-se com cada pequeno detalhe daquilo que oferecemos aos outros, porque sabemos que eles, os detalhes, carregam a nossa essência;

    – fazer o bem a quem pensa maldades, sentir prazer e alívio com isso, e deixar claro que ser bom não é sinônimo de ser bobo;

    – compartilhar novidades, ser generoso, fazer afagos que vão além de onde as mãos podem alcançar.

    A lista é imensa, e pensar nisso me faz um bem danado!

    * Amando a fábula. 😀

    Beijoquinhas, querido.

    ℓυηα

    1. Olá gente boa, de verdade e sem afetação!

      O que dizer? Você é ótima até num “mero” comentário. Não pare de fazer sua lista, porque um bem danado é tudo que precisamos!

      Eu também estou amando a fábula, e não tenho a mínima ideia de como terminá-la… haha

      Bitoquinha.

      Ivan.

    1. M.a.r.j.o.r.i.e. B.i.e.r. [is this a name or what?]

      Nossa.. eu não sabia que essa citação era do CFA. Eu gosto dela. Pra mim, sempre fez um baita sentido!

      Beijocas,

      Ivan.

  3. Estou adorando a fábula e acredito que vai saber como será o final..ou um “quase” final.
    Sei que há sanidade que parece loucura, mas qual não é? O importante é não “viajar” demais e achar que podemos tudo, o que nem sempre é verdade..infelizmente!!
    A frase da foto já foi mais real pra mim. Hoje sou mais adaptável…rsrsrs…

    Beijos!!

    1. Sol Brito,

      Você tem poderes sobrenaturais? Algumas de suas palavras me deixaram espantado! rs Num bom sentido! Você entenderá o porquê.

      Adaptação é um movimento ajuizado. 😉

      Beijinhos.

      Ivan.

  4. Ah, essa floresta… acho que já tentei andar por lá… mas sou meio desastrada, fiquei observando cada detalhe, me distrai e me estabaquei no chão. Devo ter tropeçado em algum galho seco, sei lá…
    Depois disso, passei a dar outros nomes para a minha consciência. A cada dia ela me surpreende e aparece de forma diferente… mas está sempre aqui, comigo. Nós conversamos, discutimos, rimos… mas, no fim, sempre nos entendemos!
    Amo esta música! Ótima escolha!

    1. É uma das piores sensações, Ju. Eu bem sei como é. Às vezes penso que religiões organizadas só dão certo por conta disso: as pessoas arrumam um jeito de ficarem juntas e escaparem da solidão.

      Mas, fé em DEUS, existe alguém do lado de lá.

      Beijos.

      Ivan.

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