Difícil até de colocar um título…

CENÁRIO: Um Café.

Numa mesa próxima à minha sentam duas mulheres. Uma delas se vira e aponta em minha direção enquanto a outra amiga diz: ele é seu amigo?

Naturalmente, eu imediatamente dei um grande sorriso e acenei em sua direção quando, de repente, ouvi a voz de uma outra mulher atrás de mim dizendo:

Oi, queriiiida.. .quanto tempo que a gente não se vê!

Claro que eu me virei para ver quem estava falando e foi quando então eu percebi que “aquilo” acontecera novamente. O “aquilo” a que me refiro é quando você vê alguém acenando em sua direção, e mesmo que não tenha a mínima ideia de quem seja aquela pessoa, você acena de volta enquanto tenta ao mesmo tempo lembrar-se de onde a conhece e qual o seu nome, para depois, finalmente, descobrir que de fato você não tinha a mínima ideia de quem aquela pessoa era, e pior ainda, que ela não estava nem aí para você, porque, na verdade, ela acenou para outra pessoa bem mais popular que se encontrava sentada à mesa atrás da sua.

Sim, isso é “aquilo”.

Bem, todos nós sabemos o quão humilhante é a sensação. Infelizmente, não há uma saída graciosa para esse tipo de situação. Eu aprendi com as minhas experiências, e acredite, elas não são poucas, que tudo que me resta é ficar ali quieto por mais alguns instantes enquanto eu assisto a “requisitante”  e a “requisitada” se abraçarem, e só depois, sair de mansinho, tipo… sabe como é… como se meu único propósito para estar naquele lugar fosse garantir que aquelas duas pessoas se encontrassem.

Eu não vou mentir, geralmente meu instinto inicial é de me por de joelhos no chão e clamar: “Por que Deus? Por que é que ela não poderia estar acenando pra mim? Por que?!” Mas acontece que, eu já atingi um ponto em meu processo terapêutico onde agora compreendo que se eu fizesse uma cena como essa, isso poderia levar algumas pessoas a se sentirem levemente… incomodadas… se é que você me entende… Apesar de que, levando em consideração de que eu moro em Curitiba, se eu tivesse feito algo assim naquele Café, é bem provável que a maioria das pessoas ali presentes viria em minha direção, e já que eu estaria de joelhos no chão, elas me perguntariam se eu iria me importar de ceder a mesa porque a bateria do laptop delas estaria acabando, e a minha mesa era a única próxima à uma tomada.

. . . . . . . . . . . . . .

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29 comentários sobre “Difícil até de colocar um título…

  1. Ivan, isso lembra uma cena do filme da Bridget Jones ( que aliás, passa todas as situações “aquilo” que possam existir!).
    Se um dia te encontrar no “meu” Café, prometo te cumprimentar pelo nome ok?
    Beijo!

    1. Valéria,

      Eu nunca assisti Bridget Jones. Agora fiquei com vontade, pois sinto que tenho com quem me identificar.. .ha! Situações “aquilo” me perseguem.
      Vou torcer pra encontrar você e aí eu fico em pé, te abraço e falo bem alto pra todo mundo ouvir: aehhh galera, essa é minha amiga Valéria!
      Okay, estou brincando.
      :=)

      Beijão.

      Ivan.

  2. Oi Lindão….
    Então ‘isso’, ou melhor ‘aquilo’, também é constante na minha vidinha….eu me sinto tão idiota…otária….rsrs
    Acho que isso é mais normal do que a gente imagina, o problema é que nem todo mundo conta…rs
    Saudades viu… estou super em débito com seu blog…mas ando sem tempo total!

    Beijão…nesse coração de papelão ( aff que rima pobre)….rs

    1. Babi, minha paixão!

      Acho que você tem toda razão! Eu não estou só nesse mundo de “aquilos”. Você já errou de mão no meio do shopping? Uns anos atrás eu andei uns dois metros de mãos dadas com um homem, e o filho da puta nem pra dizer nada. Só depois que eu vi a namorada me olhando com uma cara que diz: “virou viado é?”

      Saudades do lado de cá também. Fique tranquila que você tem crédito pra caramba comigo.

      Beijinho nesse coração lindinho [como nós dois somos bregas!]… haha

      Ivan.

  3. Rs

    Isso jamais aconteceria comigo porque, simplesmente, não aceno de volta nem pra quem eu acho que conheço. Sério, eu tenho esse distúrbio, e, pra ser franca, só digo que é um distúrbio porque se eu falasse a verdade (que gosto demais de ser assim) “isso poderia levar algumas pessoas a se sentirem levemente… incomodadas… se é que você me entende…”

    Não gosto que falem alto meu nome, que venham correndo em minha direção, que me abracem e rodopiem, me segurando pela cintura. Esses exageros me deixam encabulada, e eu só aceito uma cena assim quando a situação for realmente especial (como encontrar, no aeroporto, alguém que está me esperando e que eu quero muito ver), e não por trombar com minha vizinha, que eu vi de manhã, no elevador. ¬¬

    Beijo, moço.

    ℓυηα

    * Adorei a “fotcheeenha”!

    1. Doce Luna,

      Quando eu crescer eu quero ser como você. Mas, temo jamais ter essa sua fleuma, essa sua classe e controle. Eu sou muito curioso e com forte tendência a distribuir sorrisos mundo a fora. Eu sou espalhafatoso e não seria muito incomum que eu gritasse a mais de 300 metros de distância: Luuuuuuuuuuunaaaa sua gostoooosaa quanto tempooooooooo!! Mas, “isso poderia levar algumas pessoas a se sentirem levemente… incomodadas… se é que você me entende…” 😛

      Beijinhos, meu bem.

      Saudades de papear com você.

      Ivan.

    2. Mas é muito classuda essa minha amiga, néam? Espetáculo! Adooro! 😉 =*

      Beijocas pra ti tb, Ivan, p n fica com ciuminhos! hihihi ;*

  4. Olha Ivan, comigo só não acontece muito “aquilo” porque antes de acenar eu olho pra trás, porque quem me conhece mesmo, já vem falando comigo abraçando, pegando, rindo muito, gritando..(aqui em Salvador é assim!!).
    Mas o que eu faço constantemente é me cumprimentar quando entro no elevador , olhando para o meu reflexo no espelho!!!! Ah..tenha dó, né??
    Já nem ligo mais…rs..sou totalmente goiaba!!!

    Você é gato,viu????

    Beijos

    1. Querida Sol,

      Eu agradeço as dicas. A essa altura do campeonato eu já deveria ser menos atolado e sacar um pouco o que tá rolando ao meu redor para evitar “aquilo”.
      Adoro a cultura de Salvador onde se pode saber da vida de todo mundo numa mera viagem de ônibus entre o Rio Vermelho e a Barra. É surreal. Claro que também encontro uma ou outra coisa aqui de Curitiba que é louvável. Difícil, mas encontro. 😛
      Cumprimentar a si mesmo no espelho é um estágio bem próximo da doideira total! rs

      Obrigado pelo gato que me compete. 🙂

      Beijinhos.

      Ivan.

  5. Ah..e comentando sobre o texto…a minha vida já está uma merda mesmo…se eu fizer uso da loucura adolescente, aí mesmo que ferra tudo!!

    Mas não deixa de ser uma boa saída…pensarei sobre o assunto!!

    Beijo

    1. Minha baianinha linda do Senhor do Bonfim,

      Uma vez perguntaram a Tom Jobim porque é que ele não ficou nos EUA quando fazia um sucesso crescente lá. A resposta dele foi algo assim:

      Os EUA são muito bom, mas são uma merda. Já o Brasil é uma merda, mas é muito bom!

      De alguma forma a vida é mais ou menos assim. Não desanime, e faça uma loucurinha de adolescente. É ótimo! Qualquer madrugada dessas eu vou com uma galerinha [entenda, meus filhos] jogar sabão em pó num chafariz aqui da cidade. Quando eu fizer, prometo tirar umas fotos! Ha!

      Beijinhos.

      Ivan.

  6. Ah, por isso eu assumo a cegueira e não uso óculos por aí! Ha!
    Se eu ainda fosse adolescente iria provavelmente gritar váááááááááááááááácuo!!!, mas bem, já passei dessa fase, e posso te dizer “e daí?”. 😉

    Beijo beijo

    P.S.1: Se quiser ver Bridget Jones, faça com um baita balde de pipoca cheia de manteiga e uma coca de 2l entre as pernas. Pode ser também com um Hägen Dazs de doce-de-leite, se preferir. Quando vir o bendito filme, vai entender o porque da recomendação.
    P.S.2: Saudades dos meus 16. Mas bem que nesses dias ando me comportando (onde e como ainda é belo) como se eles ainda estivessem aqui… 🙂

    1. Maíra,

      Eu tenho miopia e uso óculos [como pode ser visto na foto]. Apesar da minha miopia ser relativamente baixa, o fato é que sem óculos eu simplesmente não consigo distinguir um hipopótamo de uma girafa ou um anão de um jogador de basquete. Pois é, ruim pra cacete! Sendo assim, eu acabo valorizando demais as coisas que enxergo, e, como consequência acabo dando tchauzinho, sorrindo e cumprimentando até quem não conheço.. hahahaha. Tô ferrado.

      P.S.1: Pode ser sabor Strawberry Cheesecake?
      P.S.2: Desejo que chegue o dia em que você não sinta saudade dos seus 16. Eu não sinto nem um pouco. Mas, quando esse dia chegar, jamais deixe de uma hora outra, se comportar como os 16 estivessem bem vivos dentro de você. Esse é o segredo.

      Beijo.

      Ivan.

      1. Eu também sou miope, e duvido que um dia você me veja de óculos, simples assim, não uso. rs
        Não é por vaidade não, até porque os meus olhos postiços são bem charmosos, é que eu acho chato mesmo, escorrega no nariz, suja a lente, cansa. Então, só vejo o tchauzinho quando a pobre criatura está bem perto e reclamando, e a resposta sempre é “ah, tô sem óculos, não te vi de longe”.
        😛

        P.S.1: pode escolher o sabor sim, só não pode assistir sem “companhia”.
        P.S.2: Saudades de coisas boas? Terei sempre. 😉
        P.S.3: Esqueci de falar antes, AMO essa cafeteria aí. ❤

  7. Como “aquilo” sempre acontece comigo, eu parei de acenar quando uma pessoa desconhecida/da qual eu não me lembre faz sinal. Agora resolvi ser meio mal educada para garantir. Tô deixando os outros no vácuo….rsrsrs…

    Beijocas

  8. Oi .. oii .. psiuuu … sou euuu ….( pulando feito bolinha de ping-pong, atrás dessas meninas que insistem em ter mais do que 1,60 m .)

    Oiiiiiii ..olha .. aquiiiii …. euuu … ta vendo ?( odeio essa asma .. acho que vou desmair… (vamos ju.. coragem quem manda andar de rasteirinha ) …. rsss

    Beijos..juju
    Só para deixar registrado aqui no blog ( já fiz isso em cartório.). vc é a prosa .. vc é o verso .. vc é meu amigo querido .

    1. Minha amiga, meu amor Juju,

      Você viu que na foto eu estou lá num Starbucks, não viu? Aí na Paulista, perto de você. Eu que tanto tiro onda dos babacões que entram numa fila desgraçada pra tomar um café completamente diferente do nosso e/ou sentar com seus iMac para se sentir em NYC, logo eu Juju, acabei fazendo o mesmo, e pra piorar, ainda registrei a foto. Pior que isso só alguma daquelas executivas da Paulista acenando em minha direção e eu passando por “aquilo”. ahhahaha… Eu mereço!

      Beijos, minha flor.

      Ivan.

      1. Eu odeio vc !!

        SP, Av Paulista … e não me liga ? ……hellooooo

        ( tem nada não… na proxima vinda sua sairemos pelos Jardins , acenado e abraçando todos , deixaremos Paulo Maluf no chinelo) rss

        Beijos !!!

        1. Ó minha flor, isso aí era AJ. Nessa época DJ certamente você estaria comigo ali no café dando risadas das mulheres com seus enormes óculos Gucci e Prada. Ha!

          Beijocas.

          Ivan.

          AJ/ DJ = AC/DC

  9. Ivan, esses dias estava em uma situação bem adolescente, uma daquelas situações de assombramento que se vive na adolescência, onde tudo é novo, meio mágico, tem uma aura especial das coisas que acontecem pela primeira vez, sabe como que é? Então, estava vivendo um troço desses um pouco depois da adolescência (provando que tempo é um negócio relativo!) e ai eu disse: Nossa, isso é tão adolescente. E a resposta me fez rir – Acho que sua adolescência foi mais divertida que a minha …

    1. Clarice,

      Seja lá quem foi a pessoa que lhe disse isso, eu vou confessar uma coisa: eu teria dito a mesma coisa. 😛 Espero que ela esteja agora procurando recuperar o atraso, porque, como você bem disse, “um pouco depois da adolescência” ainda é tempo pra caramba!

      Obrigado pela visita.

      Beijo.

      Ivan.

  10. Olha isso, quero dizer, “aquilo” acontece comigo vez por outra também…pq eu tenho essa mania horrível de não conseguir deixar as pessoas sem um aceno.

    Ai ai… um dia eu supero isso. 😉

    =**

    1. Minha linda Miss,

      Pelo jeito, somos dois inveterados. Eu vivo distribuindo sorrisos e acenos para estranhos.. haha

      Deus nos ajude!

      Beijinho.

      Ivan.

  11. Oi Ivan!
    (Acenando. Sorrindo. Afinal você já não é mais um estranho).
    Já que vi o copinho…: adoro o Starbucks! Admiro o Howard Schultz. Acho a empresa um exemplo de engajamento em redes sociais, gestão de pessoas, empreendedorismo, responsabilidade social. Sou fã!
    Uma frustração não ter aqui em BH.
    Quanto ao “aquilo”, a sabedoria de Mestre Murphy explica o caso:
    – Quando tudo vai indo bem, algo vai dar errado ou ainda,
    – Se há possibilidade de varias coisas saírem erradas, aquela que provoca o maior estrago é a que acontecerá primeiro.
    E que a Força esteja com você!
    Beijão!
    D.

    1. Querida D,

      Será que o Starbucks quebra a hegemonia do café com leite e pãozinho de queijo aí de Belzonte? I hope not. Eu frequentei muito Starbucks quando morei no Texas. Havia uma loja do outro lado da rua onde eu morava [bem, isso é meio redundante…]. EU sempre optava pelos frappucinos gelados. Aqui no Brasil, lá em SumPaulo eu nao resisti quando vi aqueles descoladinhos com seus pullovers Lacoste jogado nas costas e seus iMacs conectados, todos sentadinhos em suas poltroninhas no Starbucks… eu adoro esses wannabe da vida… tive que fazer pose também.

      Um dia falaremos sobre Murphy, sujeito o qual eu chamo de “meu macho”! [ui]

      Beijãozão, meu bem.

      Ivan.

      1. Querido Ivan,

        Justamente essa característica cultural, esse hábito mineiro é que pode ser o diferencial para o SUCESSO da marca aqui.
        Me conta essa história direito … cêjura que chama Murphyto darling de meu macho? Que coisa muóderna! (rysos).
        Besos,
        D.

        1. Querida D,

          Eu ando com uma coleirinha feito aquela que a Luma usava pro Eike, saca? A minha tá escrita Murphy!
          Agora, moderno mesmo seria um Latte Grande ou um Caramel Machiatto com um pãozimdequeis…

          Ha!

          Smoochies!

          Ivan

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