Às Palavras

Oi, pessoas que me lêem! Vocês ainda estão aí? Oi, eu! Cadê você?

Embora eu venha atravessando um momento em que a falta de tempo para escrever é real, o fato é que, mesmo quando acho as bolhas, aqueles momentos de tranqüilidade para escrever, quando o tempo não é mais uma desculpa, minha mente, meus dedos, travam. Eu não consigo produzir nada. Não é que o meu senso de crítica, tão presente, me impeça de publicar algo que eu ache uma grande merda. Não. Eu simplesmente não consigo escrever. Não consigo escrever coisas sérias. Sim, eu já escrevi coisas sérias. Aliás, tudo que eu escrevo é muito sério, ora bolas! Não consigo escrever sandices, asneiras, minhas palavras fúteis, rudes, vulgares, torpes, engraçadas. A falta de tempo tem me privado de observar. E escrevo o que observo. A falta de tempo tem me impedido de sair mais com meus filhos, a anotar suas gafes, seus deslizes. É bem verdade que o Arthur recentemente me perguntou se era difícil fazer uma mamografia, quando na verdade queria dizer, monografia. É, eu sei, essas coisas são engraçadas. Mas…

Pensei até num sabático. Mas, porra, quase um mês sem postar, será que isso já não é um sabático para uma pessoa que já chegou a postar duas vezes num só dia? É. Duuuuuas vezes. Será que eu era um vagabundo que tinha todo o tempo do mundo, ou era a fase da paixão com aquilo [p a l a v r a s] que me cativava, me excitava, para o qual eu me rendia e não oferecia desculpas?

Fernando Pessoa certa feita escreveu: “É fácil trocar as palavras, difícil é interpretar os silêncios!” Eu andei muito tempo com as palavras, sem me dar conta do que elas verdadeiramente representam. Pensei que eu houvesse descoberto as palavras, mas no fundo eu acho que as palavras é que me descobriram. Elas [me] revelaram muito de mim. Alguém me disse, ao se referir a meu tempo de estio aqui no blog, que meus blogs fazem parte de quem eu sou. Pois é, eu sou da palavra. Eu não sabia disso. Como Liesel, a menina que roubava livros, eu comecei a perceber, em minha vida [porque perceber nas dos outros sempre foi mais fácil], que as palavras haviam começado a significar não apenas alguma coisa, mas tudo.

Bem, isso é pra dizer que estou aqui. Só pra dizer, que estou bem aqui.

Às palavras!

13 comentários sobre “Às Palavras

  1. Zinhaaaaaaa,

    saudades, saudades, saudades de ti!!!!

    Lendo sobre esse seu amor pelas palavras e do poder que as suas têm de transmiti-lo tão generosamente, lembrei de um projeto do Instituto Mario Penna para levantar um pouquinho o astral dos seus dodoizinhos.
    O site é http://www.doepalavras.com.br/. Acho que você, que é tão bom em doar palavras de amor, vai gostar de deixar um papelão lá pra eles…

    Bjos,

    Roleta.

    1. Roletaaaa!!!!

      Saudades de você também, minha querida!

      Sabe, eu vi o comercial na tv, fiquei emocionadíssimo, e pensei mesmo em deixar um recadinho. Acabei me esquecendo. Valeu pelo toque. Vou deixar ainda hoje!

      Beijos pra ti.

      Ivan

  2. Oiêeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee Ivaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn !!!!
    Quanto tempo meu amigo. Já estava preocupada com esse abandono no lúdico e até nos papelões.
    Que bom que voltou, deu sinal de vida, fez fumaça.
    Some não, faz falta.

    Bjus da Ori.

    1. Ori,

      Eu jamais imaginei que eu iria levar em conta o fato de que as pessoas acabam criando expectativas sobre aquilo que temos a dizer, mesmo quando são meras idiotices…. rssss

      Seu incentivo e entusiasmo sempre me animaram, e ao mesmo tempo me assustaram por manter em mim um senso de que eu estava devendo. Enfim, eu sei que não devo, eu sei que você, que ninguém mais, me cobra, mas é assim que sou, e fazer o que, né?

      Vou tentar não sumir, mas não é uma promessa. 😉

      Beijocas.

      Ivan.

  3. As palavras são tão naturalmente superiores que mesmo você as mandando às favas, elas ainda permanecem com você e fazem esse texto tão bonito, mesmo que simples e, teoricamente, despretensioso.

    Volte e fique!

    beijo

    1. Dai.

      Palavras são como o visco da jaca, e eu acho que virei passarinho. Elas estão sempre grudadas, de uma forma ou de outra. Obrigado pelo carinho, meu bem.

      Ah, semana que vem manda preparar o cu de burro que eu vou aterrissar aí para a formatura e, já que falei em jaca, vou enfiar o pé numas dez [jacas, jacas]… uhuuuuu ribeirãoooo… hahaha

      Beijinhos.

      Ivan.

  4. Um brinde, um choro, um abraço e um salve a você!

    As palavras me são. São. Sou toda revestida, travestida, invertida e convertida em palavras também. Um brinde a nós, rerefeitos delas, ou um chá de tempo? Caso escolha o chá, o meu é de hortelã com gostas de limão. Limãaaaao!
    Saudadebeijo.

    1. Minha amiguinha do abraço de alma!!!

      Você deveria começar um blog, ou algo similar. As palavras definitivamente habitam em você.

      Beijo.

      Ivan

      PS: Nessa semana que passou encontrei o Mauro e a Marta nossos professores de contação de histórias. Foi sublime.

      1. Oh, que amor!
        Já pensei em um blog também, mas acho que ele ficaria ao léo, à deriva, catando palavra de anúncio!
        Mas pensarei com carinho mais uma vez, assim, entre uma prova, uma aula e outra…rs

        Abraço de alma? TO precisando de um! E com saudade de você!
        Como andas?
        To tentando trazer uma novidade pra nós, se der certo te chamo: e tem a ver com a ONG…
        Aguarde …

        Beijooooooooooooooooooooooooo

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